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Trabalhadores dos Correios
estão discutindo a possibilidade de fazer uma greve em reação às intenções do
governo e do presidente da Câmara, Arthur Lira, de avançar com o projeto da
privatização da empresa.
José Rivaldo da Silva,
secretário-geral da Fentect (federação nacional que reúne as entidades da
categoria), diz que a questão da privatização dos Correios se sobrepôs aos
debates da campanha salarial. “Não adianta ter um reajuste de salário, mas,
amanhã, a empresa ser privatizada e a gente perder o emprego”, afirma Silva,
que se queixa da falta de diálogo com o governo.
Para José Aparecido Gandara,
presidente da Findect (federação interestadual que reúne sindicatos da
categoria), há uma avaliação de que o governo pressiona os trabalhadores para
ver a greve acontecer, elevando o desgaste.
“Não vamos aceitar uma
barbaridade dessas de braços cruzados. Vamos mobilizar os trabalhadores e a
sociedade para que o governo não faça isso. A forma e o momento de fazer vai
depender de como o governo vai atacar. Não vamos simplesmente aceitar. Não
somos a favor de ficar fazendo greve. O problema é que o governo promove a
greve para ter o desgaste”, afirma Gandara.
Com o retorno do recesso
parlamentar, o assunto da privatização volta à tona. A equipe do ministro Paulo
Guedes diz que quer publicar o editar até o fim do ano e Lira promete colocar o
texto para ser votado em breve.
Fonte: Folhapress