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Foto: Reprodução |
A Polícia Militar do Rio de
Janeiro prendeu, no início da noite desta quarta-feira (7), na rodoviária de
Macaé, Gilmar dos Santos Almeida, de 38 anos. Gilmar é apontado como autor da
morte do próprio irmão, Pietro da Silva Alves, de 9 anos, morto a facadas nesta
terça-feira (5) em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia.
A ação que resultou na
captura do criminoso foi deflagrada pelas equipes do Grupamento de Ações
Táticas (GAT) e da 2ª Seção, após o recebimento de informações anônimas dando
conta de que o acusado estava em um ônibus à caminho de Macaé. Militares
montaram um cerco na BR-101 e acompanharam o coletivo até a rodoviária, onde
Gilmar desembarcou. Ainda de acordo com a PM, ele já trabalhou em uma peixaria
em Macaé.
Segundo o delegado da 128ª
Delegacia Policial de Rio das Ostras (128ª DP) , Dr. Jorge Maranhão, o
criminoso disse em depoimento que dormiria em um hotel em Macaé e no dia
seguinte seguiria para São Paulo, onde tem residência. Gilmar é irmão mais
velho da vítima e era considerado foragido.
Um mandado de prisão
temporária já foi expedido pela Justiça de Teixeira de Freitas, em desfavor do
criminoso. Ele foi levado para a Central de Flagrantes da 128ª DP, onde
aguardará transferência para o sistema penitenciário da Bahia.
Entenda
o caso
De acordo com familiares de
Pietro, Gilmar foi a última pessoa a ser vista com a criança. Na noite de
terça-feira (5), a mãe do garoto chegou do trabalho e encontrou os dois filhos
na casa onde mora, no bairro Caetano Sul. Uma das primas da vítima, contou que
a mãe do garoto colocou Pietro para dormir, adormeceu e quando acordou, pouco
tempo depois, não achou mais os filhos no imóvel.
A família fez buscas pela
região, mas não encontrou o homem nem a criança. A mãe de Pietro percebeu que
poderia ter ocorrido um sequestro quando viu que os pertences do filho mais
velho não estavam mais na casa. Segundo a família, o irmão mais velho da
criança mora em outro estado e estava em Teixeira de Freitas há cerca de dois
meses para conhecer os familiares.
A família acredita que o
crime foi cometido por ciúmes, porque o suspeito já havia comparado sentimentos
direcionados à criança, aos quais ele não teve quando era garoto. À mãe, Gilmar
relatava que Pietro Alves tinha família, amigos e carinho, mas o mesmo não tinha
acontecido com ele quando criança.
O corpo de Pietro Alves foi
encontrado às margens da BR-101. O menino foi identificado pelos familiares
através da roupa e sandália que usava.
Fonte: O Dia